Questão 35280

(FUVEST - 2019 - 1ª FASE)

No contexto do anúncio, a frase “A diferença tem que ser só uma letra” pressupõe a

A

necessidade de leis de proteção para todos que trabalham.

B

existência de desigualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho.

C

permanência de preconceito racial na contratação de mulheres para determinadas profissões.

D

importância de campanhas dirigidas para a mulher trabalhadora.

E

discriminação de gênero que se manifesta na própria linguagem.

Gabarito:

existência de desigualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho.



Resolução:

a) Alternativa incorreta. É perceptível pela imagem e pelo contexto da oração que foi inserida o anúncio em questão, a necessidade da igualdade dos direitos trabalhistas para aquelas (trabalhadoras) que não estão inseridas nesse mérito.

b) Alternativa correta. A frase apresentada no anúncio indica a existência de desigualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho. O pressuposto se dá através da indicação de ordem presente no trecho “tem que ser”, uma vez que possibilita a pressuposição de que a igualdade entre os gêneros no mercado de trabalho não está ocorrendo da forma como deveria ocorrer.

c) Alternativa incorreta. É colocado em foco a igualdade de gênero para os direitos trabalhistas, apesar da presença de uma foto de uma mulher negra, porém não é o ponto central da discussão apresentada no anúncio.

d) Alternativa incorreta. A frase apresentada no anúncio indica a existência de desigualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho, por esse motivo é utilizado a seguinte estruturação da palavra "trabalhador(a)", mostrando a necessidade de englobar tanto o gênero masculino quanto o feminino na equidade dos direitos trabalhistas.

e) Alternativa incorreta. Não há discriminação de gênero, pelo contrário, há um englobamento dos dois gêneros, mostrando a necessidade da iguladade de direitos entre homens e mulheres.



Questão 1779

(FUVEST - 2016 - 1ª FASE)

No contexto do cartum, a presença de numerosos animais de estimação permite que o juízo emitido pela personagem seja considerado

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Questão 1780

(FUVEST - 2016 - 1ª FASE)

Para obter o efeito de humor presente no cartum, o autor se vale, entre outros, do seguinte recurso:

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Questão 1794

(Fuvest 2016)

Omolu espalhara a bexiga na cidade. Era uma vingança contra a cidade dos ricos. Mas os ricos tinham a vacina, que sabia Omolu de vacinas? Era um pobre deus das florestas d’África. Um deus dos negros pobres. Que podia saber de vacinas? Então a bexiga desceu e assolou o povo de Omolu. Tudo que Omolu pôde fazer foi transformar a bexiga de negra em alastrim, bexiga branca e tola. Assim mesmo morrera negro, morrera pobre. Mas Omolu dizia que não fora o alastrim que matara. Fora o 1lazareto. Omolu só queria com o alastrim marcar seus filhinhos negros. O lazareto é que os matava. Mas as macumbas pediam que ele levasse a bexiga da cidade, levasse para os ricos latifundiários do sertão. Eles tinham dinheiro, léguas e léguas de terra, mas não sabiam tampouco da vacina. O Omolu diz que vai pro sertão. E os negros, os ogãs, as filhas e pais de santo cantam:

Ele é mesmo nosso pai
e é quem pode nos ajudar...

Omolu promete ir. Mas para que seus filhos negros não o esqueçam avisa no seu cântico de despedida:

Ora, adeus, ó meus filhinhos,
Qu’eu vou e torno a vortá...

E numa noite que os atabaques batiam nas macumbas, numa noite de mistério da Bahia, Omolu pulou na máquina da Leste Brasileira e foi para o sertão de Juazeiro. A bexiga foi com ele.

Jorge Amado, Capitães da Areia.

1lazareto: estabelecimento para isolamento sanitário de pessoas atingidas por determinadas doenças.

Costuma-se reconhecer que Capitães da Areia pertence ao assim chamado “romance de 1930”, que registra importantes transformações pelas quais passava o Modernismo no Brasil, à medida que esse movimento se expandia e diversificava. No excerto, considerado no contexto do livro de que faz parte, constitui marca desse pertencimento

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Questão 1804

(Fuvest 2012)

Como não expressa visão populista nem elitista, o livro não idealiza os pobres e rústicos, isto é, não oculta o dano causado pela privação, nem os representa como seres desprovidos de vida interior; ao contrário, o livro trata de realçar, na mente dos desvalidos, o enlace estreito e dramático de limitação intelectual e esforço reflexivo. 

Essas afirmações aplicam-se ao modo como, na obra:

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