Questão 69311

(FUVEST - 2022 - 1ª fase) 

Considerando a ironia da tirinha, é possível inferir que

A

o serviço de transporte público é gerido pelo Estado.

B

a qualidade do transporte é uma forma de punição.

C

os responsáveis pelo transporte são punidos no Brasil.

D

o brasileiro é um povo que tolera a criminalidade.

E

o transporte público é responsável pela mobilidade urbana.

Gabarito:

a qualidade do transporte é uma forma de punição.



Resolução:

  1. INCORRETA, pois não é possível extrair esse dado a partir da tirinha, não é mencionado o Estado e também, tradicionalmente, os serviços de transporte público são geridos pelas prefeituras a nível municipal.
  2. CORRETA, visto que quando é dito que “este é o país da impunidade” fica claro que há uma ironia que remente ao fato de que os trabalhadores são punidos todos os dias ao utilizarem o transporte com uma qualidade péssima.
  3. INCORRETA, dado que a questão da impunidade aqui não está se referindo aos responsáveis pelo transporte, sendo essa a jogada de ironia feita na tirinha, a impunidade está relacionada aos trabalhadores, que são punidos na ida e na volta pelo transporte.
  4. INCORRETA, posto que não podemos inferir isso a partir do que temos na tirinha, a ironia está relacionada à punição dos trabalhadores.
  5. INCORRETA, tendo em vista que não é possível concluir isso a partir da tirinha, além disso, o transporte público apenas contribui para a mobilidade, não é o responsável por ela diretamente.


Questão 1779

(FUVEST - 2016 - 1ª FASE)

No contexto do cartum, a presença de numerosos animais de estimação permite que o juízo emitido pela personagem seja considerado

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Questão 1780

(FUVEST - 2016 - 1ª FASE)

Para obter o efeito de humor presente no cartum, o autor se vale, entre outros, do seguinte recurso:

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Questão 1794

(Fuvest 2016)

Omolu espalhara a bexiga na cidade. Era uma vingança contra a cidade dos ricos. Mas os ricos tinham a vacina, que sabia Omolu de vacinas? Era um pobre deus das florestas d’África. Um deus dos negros pobres. Que podia saber de vacinas? Então a bexiga desceu e assolou o povo de Omolu. Tudo que Omolu pôde fazer foi transformar a bexiga de negra em alastrim, bexiga branca e tola. Assim mesmo morrera negro, morrera pobre. Mas Omolu dizia que não fora o alastrim que matara. Fora o 1lazareto. Omolu só queria com o alastrim marcar seus filhinhos negros. O lazareto é que os matava. Mas as macumbas pediam que ele levasse a bexiga da cidade, levasse para os ricos latifundiários do sertão. Eles tinham dinheiro, léguas e léguas de terra, mas não sabiam tampouco da vacina. O Omolu diz que vai pro sertão. E os negros, os ogãs, as filhas e pais de santo cantam:

Ele é mesmo nosso pai
e é quem pode nos ajudar...

Omolu promete ir. Mas para que seus filhos negros não o esqueçam avisa no seu cântico de despedida:

Ora, adeus, ó meus filhinhos,
Qu’eu vou e torno a vortá...

E numa noite que os atabaques batiam nas macumbas, numa noite de mistério da Bahia, Omolu pulou na máquina da Leste Brasileira e foi para o sertão de Juazeiro. A bexiga foi com ele.

Jorge Amado, Capitães da Areia.

1lazareto: estabelecimento para isolamento sanitário de pessoas atingidas por determinadas doenças.

Costuma-se reconhecer que Capitães da Areia pertence ao assim chamado “romance de 1930”, que registra importantes transformações pelas quais passava o Modernismo no Brasil, à medida que esse movimento se expandia e diversificava. No excerto, considerado no contexto do livro de que faz parte, constitui marca desse pertencimento

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Questão 1804

(Fuvest 2012)

Como não expressa visão populista nem elitista, o livro não idealiza os pobres e rústicos, isto é, não oculta o dano causado pela privação, nem os representa como seres desprovidos de vida interior; ao contrário, o livro trata de realçar, na mente dos desvalidos, o enlace estreito e dramático de limitação intelectual e esforço reflexivo. 

Essas afirmações aplicam-se ao modo como, na obra:

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