Questão 77076

(FUVEST- 2023 - 1ª fase)

 

“Migna terra tê parmeras

Che ganta inzima o sabiá.

As aves che stó aqui,

Tambê tuttos sabi gorgeá.

(...)

Os rio lá sô maise grandi

Dus rio di tuttas naçó;

I os matto si perdi di vista,

Nu meio da imensidó.”

BANANÉRE, Juó. “Migna terra”. La Divina Increnca. São Paulo: Irmãos Marrano Editora, 1924.

 

Assinale a alternativa que melhor expressa as relações entre o poema e a inserção social de imigrantes italianos no Brasil.

A

O poema traça uma analogia entre a paisagem natural da Itália e do Brasil, sob os olhos de um imigrante.

B

A referência à oralidade era um reconhecimento à contribuição desta comunidade para a nova literatura brasileira.

C

O poema tematiza a revolta dos imigrantes camponeses italianos ao chegarem nas fazendas de café.

D

O caráter lírico presente no poema indica a emotividade e o desejo de aceitação por parte dos imigrantes.

E

A linguagem adotada no poema expressava uma maneira caricata de representar o idioma daquela comunidade.

Gabarito:

A linguagem adotada no poema expressava uma maneira caricata de representar o idioma daquela comunidade.



Resolução:

a) Alternativa incorreta. O texto não se refere à paisagem da Itália.

b) Alternativa incorreta​​​​​​​. Há a referência à oralidade, mas a uma oralidade específica, que é justamente o ponto do poema.

c) Alternativa incorreta​​​​​​​. Não há retrato da indignação dos imigrantes italianos.

d) Alternativa incorreta​​​​​​​. Não há um retrato dessa vontade de aceitação.

e) Alternativa correta​​​​​​​. O poema, baseado em Canção do Exílio, retrata o falar dos imigrantes italianos de maneira caricata.



Questão 1779

(FUVEST - 2016 - 1ª FASE)

No contexto do cartum, a presença de numerosos animais de estimação permite que o juízo emitido pela personagem seja considerado

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Questão 1780

(FUVEST - 2016 - 1ª FASE)

Para obter o efeito de humor presente no cartum, o autor se vale, entre outros, do seguinte recurso:

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Questão 1794

(Fuvest 2016)

Omolu espalhara a bexiga na cidade. Era uma vingança contra a cidade dos ricos. Mas os ricos tinham a vacina, que sabia Omolu de vacinas? Era um pobre deus das florestas d’África. Um deus dos negros pobres. Que podia saber de vacinas? Então a bexiga desceu e assolou o povo de Omolu. Tudo que Omolu pôde fazer foi transformar a bexiga de negra em alastrim, bexiga branca e tola. Assim mesmo morrera negro, morrera pobre. Mas Omolu dizia que não fora o alastrim que matara. Fora o 1lazareto. Omolu só queria com o alastrim marcar seus filhinhos negros. O lazareto é que os matava. Mas as macumbas pediam que ele levasse a bexiga da cidade, levasse para os ricos latifundiários do sertão. Eles tinham dinheiro, léguas e léguas de terra, mas não sabiam tampouco da vacina. O Omolu diz que vai pro sertão. E os negros, os ogãs, as filhas e pais de santo cantam:

Ele é mesmo nosso pai
e é quem pode nos ajudar...

Omolu promete ir. Mas para que seus filhos negros não o esqueçam avisa no seu cântico de despedida:

Ora, adeus, ó meus filhinhos,
Qu’eu vou e torno a vortá...

E numa noite que os atabaques batiam nas macumbas, numa noite de mistério da Bahia, Omolu pulou na máquina da Leste Brasileira e foi para o sertão de Juazeiro. A bexiga foi com ele.

Jorge Amado, Capitães da Areia.

1lazareto: estabelecimento para isolamento sanitário de pessoas atingidas por determinadas doenças.

Costuma-se reconhecer que Capitães da Areia pertence ao assim chamado “romance de 1930”, que registra importantes transformações pelas quais passava o Modernismo no Brasil, à medida que esse movimento se expandia e diversificava. No excerto, considerado no contexto do livro de que faz parte, constitui marca desse pertencimento

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Questão 1804

(Fuvest 2012)

Como não expressa visão populista nem elitista, o livro não idealiza os pobres e rústicos, isto é, não oculta o dano causado pela privação, nem os representa como seres desprovidos de vida interior; ao contrário, o livro trata de realçar, na mente dos desvalidos, o enlace estreito e dramático de limitação intelectual e esforço reflexivo. 

Essas afirmações aplicam-se ao modo como, na obra:

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