(G1 - ifpe 2016) TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
Responda à(s) questão(ões) com base no texto abaixo.
Uma revisão de dados recentes sobre a morte de línguas
Linguistas preveem que metade das mais de mil línguas faladas no mundo desaparecerá em um século — uma taxa de extinção que supera as estimativas mais pessimistas quanto à extinção de espécies biológicas. (...)
Segundo a Unesco, da população mundial falam só
das línguas existentes. E apenas
da humanidade partilha o restante dos idiomas, metade dos quais se encontra em perigo de extinção. Entre
e
idiomas desaparecem por ano — uma média de uma língua a cada duas semanas. (...)
A perda de línguas raras é lamentável por várias razões. Em primeiro lugar, pelo interesse científico que despertam: algumas questões básicas da linguística estão longe de estar inteiramente resolvidas. E essas línguas ajudam a saber quais elementos da gramática e do vocabulário são realmente universais, isto é, resultantes das características do próprio cérebro humano.
A ciência também tenta reconstruir o percurso de antigas migrações, fazendo um levantamento de palavras emprestadas, que ocorrem em línguas sem qualquer parentesco. Afinal, se línguas não aparentadas partilham palavras, então seus povos estiveram em contato em algum momento.
Um comunicado do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) diz que "o desaparecimento de uma língua e de seu contexto cultural equivale a queimar um livro único sobre a natureza". Afinal, cada povo tem um modo único de ver a vida. Por exemplo, a palavra russa mir significa igualmente "aldeia", "mundo" e "paz". É que, como os aldeões russos da Idade Média tinham de fugir para a floresta em tempos de guerra, a aldeia era para eles o próprio mundo, ao menos enquanto houvesse paz.
Disponível em: <http://revistalingua.com.br/textos/116/a-morte-anunciada-355517-1.asp> acesso em 28 set. 2015.
Na frase “Linguistas preveem que metade das mais de 6 mil línguas faladas no mundo desaparecerá em um século”, que aparece no início do texto, o vocábulo “que” funciona como
conjunção integrante e introduz uma nova oração com valor de predicativo do sujeito.
pronome relativo e estabelece uma ligação entre o verbo e a palavra “metade”.
conjunção integrante e introduz uma nova oração com valor de sujeito.
pronome e estabelece uma relação entre “linguistas” e o que sucede o pronome.
conjunção integrante e introduz uma oração com valor de objeto direto.
Gabarito:
conjunção integrante e introduz uma oração com valor de objeto direto.
A conjunção integrante, diferentemente do pronome relativo, não substitui um nome, mas introduz uma oração subordinada. No caso da oração destacada, tem-se uma estrutura de Sujeito (linguistas) – Verbo (preveem) – conjunção integrante (que) – Oração subordinada (metade das mais de 6 mil línguas faladas no mundo desaparecerá em um século). O verbo “preveem” exige um objeto direto, uma vez que quem prevê, prevê alguma coisa. É a oração subordinada que cumprirá essa função. Tem-se, portanto, uma oração subordinada objetiva direta, introduzida pela conjunção integrante “que”.