[IME- 2012/2013 - 2ª fase]

A figura acima apresenta uma barra ABC apoiada sem atrito em B. Na extremidade A, um corpo de massa MA é preso por um fio. Na extremidade C existe um corpo com carga elétrica negativa Q e massa desprezível. Abaixo desse corpo se encontram três cargas elétricas positivas, Q1, Q2 e Q3, em um mesmo plano horizontal, formando um triângulo isósceles, onde o lado formado pelas cargas Q1 e Q3 é igual ao formado pelas cargas Q2 e Q3. Sabe-se, ainda, que o triângulo formado pelas cargas Q, Q1 e Q2 é equilátero de lado igual a m.
Determine a distância EF para que o sistema possa ficar em equilíbrio.
Dados:
• massa específica linear do segmento AB da barra: 1,0 g/cm;
• massa específica linear do segmento BC da barra: 1,5 g/cm; • segmento AB barra: 50 cm;
• segmento BC barra: 100 cm; • segmento DE: 60 cm;
• MA = 150 g;
• │Q│=│Q1│ = │Q2│ = ;
• aceleração da gravidade: 10 m/s²;
• constante de Coulomb: 9 x N.m² /C².
Observação:
• As cargas Q1 e Q2 são fixas e a carga Q3, após o seu posicionamento, também permanecerá fixa.
Gabarito:
Resolução:
As forças que atuam sobre a barra são as seguintes:

A força elétrica que atua sobre C é vertical, pela lógica do diagrama de forças. Pelo equilíbrio de rotação e adotando B como referência:
As massas dos segmentos AB e BC podem ser calculados pela densidade linear:
Portanto:
Agora é necessário analisar a geometria entre as cargas Q1, Q2 e Q3, a fim de que a força resultante sobre Q seja igual a 1/8 N. Para facilitar esse processo de planificação, vamos colocar z como eixo vertical e x o eixo n adireção da barra. Isto posto, y será perpendicular a esses dois planos, ou seja, paralelo ao segmento no sentido de Q2 para Q1.
O primeiro passo é achar as distâncias CD e CE. Abaixo, temos uma figura esquematizando dois triângulos, onde CD é a altura relativa a G1 e G2. Assim, CD = 1cm. Sabendo CD, é possivel calcular a distância entre Q e o plano que contém as três outras cargas. Como o triângulo CED é pitagórico e DE = 0,6 cm, temos CE = 0,8 cm. Da figura, é possível concluir que por Pitágoras:

As forçs elétricas geradas pelas cargas Q1 e Q2 em Q têm ambas uma componente de igual intensidade ao longo de CD e outra no sentido de y, porém, ára que
seja vertical, as componentes em y devem se anulas. Além disso,
. Isto posto, a soma dessas duas forças resulta em uma força
no plano zx, de C para D:

A resultante das forças elétricas sobre a carga em C é: . A intensidade de
é:
Como a força resultante não pode ter componente em x, conclui-se:
Substituindo os valores encontrados para e para a razão entre Q3 e x: